Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 09/08/2018

Por milhares de anos, as mulheres sofrem caladas, são menosprezadas, ridicularizadas e tem a sua privacidade invadida. Todo esse silêncio adotado é consequência de uma “cultura” sexista, que direta ou indiretamente coloca a mulher como um objeto para satisfazer as necessidades físicas e psicológicas do cônjuge.

Durante toda a história o assédio esteve presente, tanto no mundo como também no Brasil. Cinco em cada dez adolescentes sofrem ou já sofreram assédio sexual no Brasil, números bem altos, mas quase sempre acobertados pelo medo da repressão ou pela banalização de alguns modo de assédio, normalidade causada pela sociedade machista, na qual convivemos.

Atualmente centenas de casos estão sendo expostos, alguns até antigos, mas é como uma “avalanche”. Diretores influentes, médicos renomados, figurantes do mundo esportivo, dentre outros casos de famosos acusados de assédio vieram a tona. Essa “chuva” de denúncias se deve muito pelo poder das redes sociais e da conscientização da atividade como crime, levando a mulheres que sofreram com o assédio, levar esses casos a justiça, para ser devidamente julgado.

Portanto, o grande culpado das vítimas se manterem tão apáticas é a falta de mulheres empoderadas, que sabem dos seus direitos e tem pensamento crítico pra poder avaliar o que é certo e errado, assim iniciando movimentos que encorajam diversas mulheres a não só denunciar, mas também se emponderar. Com movimentos como o feminismo ganhando força e passando a ideia pra frente, mais mulheres poderão defender essa bandeira e denunciar tais maus tratos, que não se deve ser aceito por nenhuma mulher.