Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 16/08/2018
A Marcha das Vadias é um movimento que foi criado com o intuito de desconstruir a ideia de que mulheres as quais sofreram estupro são culpadas por seu comportamento. No Brasil, a “cultura do estupro” está impregnada na sociedade, além das lei serem muito brandas, o que faz com que milhares de mulheres sejam violentadas e culpabilizadas por isso. É necessário que se encontre meios para suprimir o abuso sexual, pois tal ato fere os direitos garantidos pela Constituição Federal de 1988 de uma grande parcela da população.
Nesse sentido, a “cultura do estupro” é prejudicial para toda a sociedade, pois banaliza, legitima e justifica os casos de assédio sexual. Tal conceito é proveniente do período colonial, no qual a figura feminina existia somente para satisfazer os desejos dos homens. No entanto, tal pensamento, além de inadequado, prejudica milhares de vítimas, pois faz com que essas se sintam inseguras para denunciar o agressor.
Ademais, a ausência de subterfúgios legislativos mais severos faz com que os assediadores não sejam intimidados. De acordo com um levantamento realizado pelo instituto de pesquisa Datafolha, 5 em cada 10 jovens mulheres já foram assediadas. Diante dessa voz, verifica-se o desafio enfrentado diariamente por mulheres, as quais são física e psicologicamente afetadas pelos casos de abuso.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Poder Executivo deve criar leis mais severas para que os atos de abuso sexual sejam efetivamente coibidos e, consequentemente, as vítimas protegidas pela lei. O Ministério da Educação em parceria com as escolas pode ministrar palestras que incentivem a igualdade de gênero a fim de suprimir a cultura prejudicial às mulheres. Somente assim as mulheres poderão gozar plenamente de seus direitos.