Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 17/08/2018
Desde os primeiros registros das sociedades primitivas a partir do período neolítico, o homem é considerado o chefe e símbolo de maior importância dos grupos, esse pensamento segue enraizado na sociedade contemporânea. Em decorrência disso, a mulher é tratada como objeto e sem valor, fazendo com que homens acreditem ter plenos direitos sobre seus corpos resultando em numerosos casos de assédios sexuais. Sendo necessário portanto, discutir-se meios de reduzi-los.
A declaração universal dos direitos humanos da ONU, assegura que todos os seres humanos possuem, igualmente, “direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal”. Apesar disso, em diferentes sociedades a cultura do estupro coloca a segurança pessoal das mulheres em risco todos os dias, fazendo com que tal premissa não seja observada na prática. Dessa forma, percebe-se uma falha nas instituições governamentais de enfrentarem os desafios para redução dos casos de assédios sexuais. Sem um governo rigoroso quanto à proteção das mulheres, o assédio torna-se banalizado e mais recorrente.
Entretanto, o governo não deve ser o único responsabilizado pela falta de controle de tais casos, uma vez que a sociedade em si é parte de um desafio para isso. Sendo construída sobre a ideia de que o homem possui ampla liberdade de fazer o que quiser, as pessoas passam a crer ser comum que as mulheres tenham seus corpos e integridade explorados sem o devido consentimento pelos homens. Tal como dito anteriormente, isso trata-se da “cultura de estupro”, relacionando-se portanto, assédio sexual com cultura, isto é, o assédio como fator social e inserido em nossa cultura.
Em suma, o governo deve, através de órgãos específicos, fiscalizar e assegurar que o assediador seja punido, afim de diminuir a falta de inadiplência do governo sobre o assunto. Aliado à isso, escolas e meios de comunicação devem trazer tal discussão à público, para que a cultura do estupro seja cada vez mais contestada podendo-se assim, criar-se uma sociedade onde o assédio não seja comum e aceito.