Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 17/08/2018

Diversidade é a palavra-chave da nossa sociedade que muita vezes vangloria-se por tantas diferenças oriundas da miscigenação de diversas etnias e culturas. Talvez não notemos, mas essas diferenças abrem-se em um leque com opostos bem definidos em “passado” e “presente” - tempos que guardam costumes cravados na mentalidade humana: a visão da mulher como objeto que se extende até hoje por meio do assédio sexual.      O ano é 1513 e mulheres indígenas são submetidas às vontades dos colonizadores de suas terras. Um século mais tarde, escravas africanas têm seus corpos usados por colonos e originou-se a “miscigenação” abusiva que tanto nos orgulhamos. Em 1900, com o advento das mídias sociais, a mulher assume a figura de objetificação pelo desejo masculino e pela perfeição. Enquanto cresce a popularidade tecnológica, cresce o assédio, a pedofilia e o estupro. O respeito ao corpo feminino agora é a mentalidade de que o assédio é “normal e merecido”. Já é 2000. Após lutas e lutas, alguns direitos são garantidos às mulheres e à sua integridade, mas continua-se presenciando relatos e denúncias de atrizes conhecidas e de mulheres não tão populares em cada bloco noticiário e em cada edição de revistas.

É direito Constitucional a liberdade de ir e vir, mas o respeito ao corpo feminino é dever da sociedade como um todo. Cabe ao Governo criar medidas positivas, restrições, punições e organizar junto à comunidade um trabalho de conscientização bem elaborado, mas cabe a cada mulher dar-se a coragem de exteriorizar seu sofrimento e de reinvidicar juridicamente caso deseje. O apoio deve-se manter sempre, seja ele pelo conforto de um abraço amigo ou pela certeza de justiça, para que nossas filhas, quem sabe, possam ser mulheres sem o medo que temos hoje.