Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 21/08/2018

A naturalização da mulher

Ser mulher no Brasil é um desafio. Haja vista o seu histórico colonial de cultura machista, a qual a educação feminina recebida desde a infância era a submissão masculina. Nesse sentido, Rousseau já afirmava: “Toda educação da Mulher deve ser relacionada ao homem.” Ou seja, fazer de tudo para agradá-lo, ser útil, satisfazê-lo sexualmente, tornando-a um objeto diante da sociedade. Diante disso, faz-se necessário uma intervenção que modifique esse comportamento social.

Mais de 500 anos se passaram e a realidade ainda persiste, pois não importa o quanto a mulher já superou na vida social, no esporte, na ciência e nas universidades; ela ainda continua sendo tratada com assédio e objetificada, denominada de musa se for linda e se for fora dos padrões de beleza não lhe faltarão palavras grosseiras para referi-las. A exemplo disso, temos a atleta brasileira, Ingrid de Oliveira, especializada em saltos ornamentais, quando postou uma foto no seu Instagram e foi vítima de comentários machistas e grosseiros.

Outrossim, a mídia com suas terríveis publicidades naturaliza o corpo da mulher como objetificação de agrado aos prazeres masculinos, como por exemplo,  nos comerciais de cervejas, as quais fica entendida que a mulher gosta de cerveja para agradar ao homem. Até porque só existe mulher padrão de beleza nos comerciais. Nesse contexto, além de naturalizar há também uma banalização da imagem feminina como cultura do assédio e objeto sexual.

A dificuldade de ser mulher continua em cada desafio. Diante disso, tem-se a necessidade de superar o assédio e a objetificação feminina e para isso, é preciso que o Ministério da Educação construa cartilha como o conteúdo de igualdade de gênero e seja distribuída em todas as instituições de ensino; a mídia deve fazer o seu papel de divulgação imperial influenciando a sociedade no contexto da igualdade de gênero.