Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 21/08/2018

Desde a antiguidade, pregava-se a submissão feminina sob a figura masculina. Sob tal ótica, ainda encontra-se, no século XXI, pessoas que acreditem que o homem tem direitos superiores aos da mulher. Isso se deve à sociedade estar impregnada em uma cultura machista e sexista, herdada dos séculos passados, e à negligência do Estado, que deixa impune muitos agressores. Nesse sentido, faz-se necessário a promoção de ações para amortizar o número de assédios no Brasil.

Em primeiro plano, cabe pontuar que o Brasil ainda colhe frutos de uma raiz machista da sociedade antepassada. Consoante ao pensamento de Pierre Bourdieu, sociólogo, de que a sociedade tende a incorporar as estruturas sociais de sua época. Desse modo, essa maneira de pensar pode passar de pai para filho, podendo se ampliar a diversas gerações. Consequência disso, é que os homens, por se verem como superiores, acham que as mulheres devem estarem sempre dispostas às suas vontades, o que acarreta os inúmeros casos de assédio sexual.

Outrossim, as leis dispostas aos casos de assédio ainda são muito falhas no Brasil. Diante disso, muitos agressores após cometerem esse crime, permanecem impunes. Prova disso é que, segundo o G1, de 127 casos de assédio denunciados, no primeiro semestre de 2017 em São Paulo, apenas um foi considerado estupro. Dessa forma, essas pessoas que deviam se amedrontar diante a justiça, a tomam como sua aliada, tornando o abuso sexual rotina de milhares de mulheres.

É necessário, portanto, que o Ministério de Educação adote projetos que visem promover palestras sobre a igualdade de gênero, para que os jovens cresçam sabendo respeitar o ser humano, independente do seu sexo biológico. Ademais, cabe ao sistema Legislativo fazer uma revisão nas leis que abordem o assédio sexual, podendo modifica-las ou criar novas mais rígidas, nas quais descartem a possibilidade de pagamento de fiança, para que essa regressão na sociedade seja amortizada no país.