Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 23/08/2018

O assédio sexual contra as mulheres está se tornando algo cada vez mais frequente. Todos os dias se vê na televisão, internet e, infelizmente, não vem sendo feita muita coisa para reverter essa situação. Um dos principais motivos para que isso continue ocorrendo é o apoio escancarado ao machismo.

Assédios verbais, tocar alguma parte do corpo sem o consentimento da então vítima, fazer gestos obscenos, são apenas o começo de um acarretamento de atrocidades com os quais as mulheres enfrentam dia após dia. Como se isso não bastasse, ainda são estupradas, e normalmente não são vistas pela sociedade como vítimas.

Basta a mulher usar um decote, roupa justa, ou simplesmente sair sozinha de casa, para serem assediadas, estupradas ou até mortas. E o que normalmente a sociedade diz? “Ah, mas saindo de casa a essa hora, ela queria o quê?” “Usando aquele tipo de roupa que ela é acostumada, estava pedindo para ser estuprada!” Porém, o que se deve entender é que a vítima não pode ser criticada por sofrer assédio. Quantas crianças, bebês e idosas são estupradas todos os dias? E qual a desculpa nesse caso? Roupa sensual? Olhar provocante? Não. A culpa é e sempre será do assediador.

Enquanto o machismo continuar ganhando força na vida e na mente das pessoas, situações como essas serão recorrente na vida das mulheres. Esse mal deve ser cortado de uma vez por todas, pela raiz.

Para começar, qualquer ato de assédio contra a mulher deve ser punido. Conforme a gravidade do ato, maior ou menor deve ser a punição, mas ela não deve deixar de existir. A impunidade é o que permite que tais crimes continuem sendo cometidos, pois são considerados banais. Além disso, é muito importante também realizar campanhas nacionais, conscientizando as mulheres que caso sofram quaisquer atos de assédio, de maneira que levem elas a perceberem que não são culpadas, mas sim, vítimas, e devem denunciar. Dessa forma, sendo amparadas e ouvidas, saberão que não estão sozinha.