Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 24/08/2018

O assédio sexual contra as mulheres vem se tornando algo cada vez mais frequente. Todos os dias se vê na televisão, internet e, infelizmente, não vem sendo feita muita coisa para que essa situação tenha um ponto final. Um dos principais motivos para que essa continue sendo uma situação recorrendo, é o apoio escancarado ao machismo.

Assédios verbais, tocar alguma parte do corpo sem o consentimento da mulher, fazer gestos obscenos, são só o começo de um monte de atrocidades que elas enfrentam todos os dias. Como se não bastasse tudo isso, ainda são estupradas, e normalmente não são vistas pela sociedade como vítimas.

Basta a mulher usar um decote, roupa justa, ou simplesmente sair sozinha de casa, para serem assediadas, estupradas e até mortas. Porém, o que a sociedade normalmente diz? “Ah, mas saindo sozinha de casa a essa hora, ela queria o quê?”, “usando aquele tipo de roupa que é acostumada, está pedindo para ser estuprada!”. Antes de mais nada o que se deve entender é que a vítima não tem culpa por sofrer o assédio. Quantas crianças, bebês e idosas são estupradas todos os dias? E qual a desculpa nesse caso? Roupa sensual? Olhar provocante? Não. A culpa é do assediador, agressor.

Enquanto o machismo continuar ganhando força na vida e mente das pessoas, situações como essas serão recorrentes. Mas esse mal deve ser cortado pela raiz.

Primeiramente, qualquer ato de assédio contra a mulher deve ser punido. Conforme a gravidade, maior ou menor deve ser a punição, mas ela não deve deixar de existir. A impunidade é o que permite que tais crimes continuem sendo cometidos, pois são considerados banais. Com a finalidade de conscientização é muito importante que se realize campanhas nacionais, para que as mulheres que sofram assédio, denunciem. Dessa forma, sendo amparadas e tendo direito à voz, saberão que não estão sozinhas, e que a culpa não é delas.