Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 28/08/2018

Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride no momento em que um se mobiliza com o problema do outro, entretanto, quando se observa os desafios para reduzir os casos de assédio sexual no Brasil, verifica-se que esse ideal é constatado na teoria, e não desejavelmente na prática. Desse modo, é imprescindível a análise dos efeitos históricos e midiáticos desse panorama, a fim de buscar melhores perspectivas que respeitem o bem comum.

Sob esse viés, é indubitável que os casos de assédio sexual tem como uma das consequências o contexto histórico patriarcal contra o sexo feminino. Durante anos a mulher foi vista como inferior ao homem, sendo desprovida, por exemplo, de direitos políticos, decisão de com quem casar e até permissão para estudar. Assim, diante dessa construção social histórica até os dias de hoje, percebe-se que foi moldada uma visão do genero sem representatividade, liberdade e valor social.

Somando a isso, a banalização da sexualidade feminina na mídia também é um problema que contribui vertiginosamente para o assédio sexual. Clipes de músicas, filmes e programas de palco com dançarinas extremamente sensualizadas são exemplos desse cenário, o qual expõe as mulheres a um contexto de libertinagem. Dessa maneira, muitos homens trazem os aspectos dessa irrealidade midiática à vida pública, onde o assédio sexual se torna manisfesto e, além do panorama histórico, tendencia os crimes de estupro e feminícidio, quando ocorre a rejeição.

Já dizia Thomas Hobbes, portanto, que é necessário o Estado exercer poder para coibir os males da sociedade. Logo, cabe ao Ministério da Educação outorgar a obrigatoriedade dos professores de Filosofia, Sociologia e História, ensinarem sobre o valor da mulher, por meio de dinâmicas de turmas e aulas específicas, visando a conscientização dos jovens, desde cedo, sobre a importância do respeito ao gênero. Ademais, é importante o Poder Legislativo criar a “lei da representatividade feminina, a fim de proteger as mulheres da banalização midiática, por intermédio de multas as produtoras que não condizerem com essa responsabilidade. Realizadas essas medidas, melhores perspectivas surgirão para o bem comum da sociedade brasileira.