Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 29/08/2018
Mulher não é objeto
A mulher na Antiguidade era vista com inferioridade e servia apenas como objetivo sexual para os homens, porém, apesar da evolução humana com o passar dos anos esse pensamento machista ainda permanece. É perceptível as tantas dificuldades que as mulheres ainda sofrem em meio a sociedade, como a desvalorização pessoal e profissional, ser alvo de machismo e sofrer assédio sexual frequentemente.
Este pensamento retrógrado e machista da população e que é visto como algo comum resulta em importunações e abordagens inadequadas e ofensivas à sua integridade, com grande frequência em lugares públicos, como em ônibus, trens, baladas, local de trabalho ou até mesmo na rua. De acordo com dados da Campanha “Chega de Fiu Fiu”, cerca de 85% das mulheres no Brasil já tiverem seu corpo tocado sem seu consentimento.
Ademais o assédio só acontece porque quem o faz não espera ser punido por isso, e mesmo existindo uma lei para esse tipo de crime ela é muito ineficaz, e a vítima na maioria das vezes se sente intimidada e fica sem reação. O caso com mais repercussão atualmente, foi o ocorrido na Copa do Mundo na Rússia, em 2018, onde um grupo de brasileiros que iria assistir os jogos abordou uma russa, dizendo a ela palavras de baixo calão em relação a suas genitais, em seguida pedindo assim para ela repitir as palavras, não sabendo a língua portuguesa ao certo ela repetiu e o vídeo caiu na mídia chocando a todos.
Portanto, para evoluir o pensamento da população em relação ao machismo, deve-se instruir as crianças hoje, pois elas serão os adultos de amanhã, em conjunto os pais, as escolas e o Ministério da Educação são as chaves principais para essa mudança. Também a partir do Legislativo tem que haver a revisão de uma lei eficaz e mais rigorosa que puna devidamente o autor do crime. E por fim a ajuda da população é necessária, que após ver um ato de assédio, denunciar ligando para 180 (Central de Atendimento à Mulher), ou comparecer a uma delegacia.
Ademais,na Copa do Mundo em 2018,um vídeo teve grande repercussão ao mostrar alguns brasileiros ,que foram assistir aos jogos,abordarem uma russa e exclamarem palavras de baixo calão a respeito da genitália da moça.Nesse contexto,sem saber falar português e em clima de festa, a estrangeira acaba repetindo as palavras.Dessa forma,além de praticarem esse ato desprezível ainda tiveram a capacidade de filmar como se a situação fosse divertida.