Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 07/09/2018

Desde a Grécia Antiga, o assédio sexual era visto como algo rotineiro e comum, sendo como de costume o homem culpar a mulher por seus impulsos, prevalecendo a ideia de superioridade masculina sobre a feminina. Na contemporaneidade, a realidade não é distante disso, tendo em vista os desafios para reduzir os casos de assédio sexual no Brasil. Nesse sentido, dois aspectos fazem-se relevantes: o predomínio da cultura machista e a imprudência do estado.

É importante pontuar, de início, a cultura machista que rodeia sociedade hodierna, tendo como exemplo a importunação com viés sexuais praticada por homens em mulheres. Isso decorre em razão da herança da sociedade patriarcal, uma vez que o homem era visto como o centro da relações e as mulheres, muitas vezes, eram conjugadas apenas como objetos sexuais. Nesse seguimento, a predominância dessa cultura pode-se ter relações com o pensamento do sociólogo Talcott Parsons, o qual diz que a família seria uma máquina que produz personalidade humanas, o que legitima a ideia de pensamentos machistas por parte de muitos pais, corroborando, assim, com um crescimento linear de uma cultura machista.

Além disso, nota-se, ainda, a imprudência do estado no que tange ao apoio dado ao combate aos casos de assédio sexuais. Nesse contexto, devido a falta de prudência, é realizado a ‘‘Marcha das Vadias’’ onde ocorre em várias cidades brasileiras, a fim de denunciar os casos de assédio. Tal fato é evidenciado, comumente, no cenário de trabalho, em que o patrão assedia da funcionária, e por medo, a mulher acaba não denunciando. Tem-se como exemplo, os dados de acordo com a pesquisa realizada pelo site de empregos Vargas em que 52% das mulheres afirmavam ter sofrido assédio (moral ou sexual) e destes, 84% decidiram por não denunciar o fato.

Fica evidente, portanto, as dificuldades para reduzir os casos de assédio sexuais na sociedade brasileira, necessitando-se de controle urgentemente. Desse modo, cabe ao Ministério da Educação criar projetos educacionais, tais como palestras educativas com pais e filhos, contando com a presença de psicólogos e professores, a fim de mostrar tais efeitos desse pensamento machista, como os casos de assédio, a fim de erradicar esse entendimento ultrapassado. Ademais, ao Ministério da Segurança, cabe realizar o papel de protetor e direcionar investimentos para campanhas de solidariedade, tendo como exemplo, a criação de um aplicativo com facilidades em relação a denúncia de casos de assédio, tendo como pretensões a punição dos agressores. Nesse sentido, ocorrerá a diminuição nos desafios para reduzir os casos, podendo, assim, eliminar totalmente da sociedade.