Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 04/09/2018

Prazer, cultura do estupro

Cultura do estupro. ‘‘Tão deslavado olhar não tinha outro sentido: seu Aluísio a desnudava por fora e por dentro e, em conclusão, achando-a seu gosto, achava-a desfrutável e até fácil’’ Mulheres são desfrutáveis,homens desfrutão.

O trecho acima - de Jorge Amado - retrata bem o que em sua etimologia é cultura do estupro. ‘‘Ao seu gosto’’ Quantos mulheres são abordadas ao gosto do homem? A cada onze minutos uma mulher é assediada. Não só em bairros periféricos,mas também em universidades, transportes públicos e dentro de suas moradias. O devido problema não está apenas na segurança, mas no ato de denunciar. Mas de 70% (setenta por cento) das mulheres em casos de assédios não denunciam o agressor,logo,o aumento de estupros progressivamente cresce e mais mulheres sofrem.

Como reduzir os casos de assédios sexuais quando se tem a ausência de responsáveis que não educam de maneira saudável seus filhos e o incentivo de maneira errônea a construção de um homem? O que os expectadores assistem quando ligam suas televisões ou a própria vítima  é: ‘‘Ela disse não, mas eu sabia que não era verdade.’’ A população possui, de forma banalizada, que toda ação do homem decorrente a estupros foi instinto. Como consequência, o mesmo fica impune e o ocorrido tem sua repetição.

Portanto, fica claro que, para se acabar com os casos de assédio sexual, medidas como orientação para os pais de como ser mais presentes na educação de seus filhos, palestras no intuito de informar mais a população sobre o assédio promovidas por meio de instituições educacionais como escolas, faculdades e ongs, como também modificações de leis mais severas  por meio do poder legislativo, construirá um país menos violento e aonde a  apresentação da cultura do estupro não será mais necessária.