Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 05/09/2018
Violência e assédio sexual:uma prática desumana
É indiscutível que casos de assédio sexual, infelizmente, estão presentes no cotidiano mundial. Embora qualquer pessoa esteja suscetível a passar por estes constrangimentos, as mulheres são em médias a maioria mais atingida, principalmente pela cultura do estupro. Com efeito, práticas visando desconstruir essa linha de pensamento pode reduzir os índices de casos ligado ao assédio sexual, bem como outros dele derivado.
De acordo com uma pesquisa da Datafolha, no Brasil,42% das mulheres com idade igual ou superior a 16 anos relatam já ter sofrido alguma vez assédio sexual, além de pouco mais da metade deste grupo serem escolarizadas e com renda alta. No entanto, não é a renda,classe social, cor da pele ou qualquer outra diferença relacionada que traz estatísticas como esta. Mulheres pobres podem simplesmente não relatar a denúncia de casos em trabalho por estar mais dependente do mesmo e mulheres de renda alta não tem muitos casos na rua por não usarem,na maioria das vezes, transporte público.
Em segundo plano, a cultura do estupro — influências e costumes que sensibilizam ou incentivam a tolerância a atos libidinosos — contribui em grande parte com essa violência, já que está aliviando aliviando a consciência de quem a pratica. O homem,desde cedo, é constantemente encorajado a se envolver com mulhere. A mulher, por outro lado, é estimulada a se preservar e qualquer manifestação contra isso é mal vista pela sociedade. Há quem diga que mulher é culpada pelo assédio que sofre por andar no lugar errado ou usar roupa não apropriada. Se por um lado é notório que todo cidadão é passível de sofrer algo, é compreensível que a necessidade de precaução, mas, transferir a culpa para alguém que não tem o controle da situação externa é inaceitável.
Dessa forma, portanto, é fundamental a criação de métodos objetivando a minimização, entre outros, da cultura do estupro. O Estado deve, por via de ministérios, e utilizando-se dos meios de comunicações modernos como televisão,internet e principalmente palestras escolares, esclarecer e conscientizar todos sobre as consequências e transtornos gerados na vítima. Atrelado a isso, cabe aos cidadãos de bem compartilhar ,por meio de celulares,computadores e redes socias, o conhecimento ético e empático a respeito desse tipo de violência a fim de que essas informações alcancem um raio maior de indivíduos e sensibilizem cada vez mais a população.