Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 27/09/2018

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à segurança e ao bem estar social. Conquanto, o assédio sexual sofrido pelas mulheres impossibilita que essa parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que sociedade integrada seja alcançada.

É indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o Filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, observa-se que, no Brasil, apesar da constituição garantir proteção a todos, as mulheres se veem desamparadas quanto a essa violência, haja vista que acontecem cerca de 50 mil estupros todos os anos, segundo o Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Publica.

Outrossim, destaca-se a objetificação da mulher como impulsionador do problema. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que muitas vezes, no cotidiano, infelizmente é propagada a cultura do estupro pela mídia. Prova disso são os comerciais, que colocam uma mulher de biquíni para vender produtos ou em auditórios de programas quase sem nenhuma roupa, o que só reforça a ideia de que a mulher é um objeto, e não um ser humano.

Infere-se, portanto, que há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um mundo melhor. Destarte, o Ministério Público deve através de campanhas na TV e radio, alertar sobre problemas e consequências causadas pela objetificação da mulher. Além disso utilizar influenciadores digitais, pois esses têm tido grande influência no comportamento dos jovens hoje em dia, que serão os responsáveis por trazerem as mudanças para o futuro. Como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a informação muda o mundo e transforma as pessoas. Logo, o ministério da educação (MEC) deve instituir, nas escolas, palestras ministradas por especialistas acompanhados de relatos reais de mulheres vítimas de algum tipo de assédio, gerando assim um impacto real em quem vai receber a informação.