Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 29/09/2018

Desconstruir para mudar

O papel feminino por anos foi ser submissa em sua casa ao patriarca da família, fosse seu marido, ou qualquer outra figura masculina. Assim, não era diferente na sociedade, onde um exercício básico da cidadania como o voto, só foi permitido a elas em 1934. Embora, direitos venham sendo garantidos, parte do povo ainda tem pensamentos retrógrados, o que torna a propagação dessas ideias extremamente prejudicial, pois reverbera uma cultura permissiva aos abusos diários às mulheres.

Em julho de 2018 foi noticiada a morte da advogada Tatiane Spitzner, jogada do quarto andar pelo namorado, mais uma de tantas vítimas  de feminicídio estampadas nos jornais. Nesse cenário, a morte é uma ponta crítica, mas abusos acontecem todos os dias, cerceando a liberdade da mulher. Pois, através de gestos tão enraizados como um “elogio” nas ruas, meninas andam desconfortáveis e dependendo do tom, com medo.

Sob esse aspecto, diminuir os casos de assédio não se trata de focar nas consequências e sim na causa. Pois, cultura do estupro está camuflada no cotidiano ao normalizar o abuso e desrespeito em pequenos atos. Como a mídia, que reverbera a objetificação das mulheres, estampando corpos seminus em propagandas, retratando o desrespeito a figura feminina em telenovelas com normalidade.

Desse modo, a mídia como meio de comunicação de massa, deveria assumir a responsabilidade de produzir um conteúdo que não venha tratar com normalidade um problema tão frequente, enraizado e real na nossa sociedade. Cabe ao Governo a fiscalização do cumprimento de leis tão importantes como a Lei Maria da Penha, promovendo efetividade das medidas já existentes. Dessa maneira, podemos pensar em chegar um passo mais perto da tão sonhada equidade.