Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 30/09/2018

“Cantada” sexual não é elogio, é agressão

É notória, no Brasil e em diversos países, a ocorrência de casos de assédio sexual, vitimando, indistintamente, mulheres, homens, crianças e jovens. Percebe-se que esses crimes decorrem, principalmente, da cultura sexual machista e de uma relação de poder e submissão entre agressor e vítima. Logo, é preciso, urgentemente, uma efetiva mudança nessa mentalidade sexual agressiva.

Primeiramente, verifica-se que a conduta sexual machista - a qual consiste em ver a mulher como um mero objeto sexual - é uma das principais causadoras de assédios sexuais banalizados. Tais assédios ocorrem, costumeiramente, vitimando mulheres através de: “cantadas” indecentes; palavras invasivas à intimidade. Atualmente, muitas dessas mulheres assediadas sofrem indefesas, contribuindo, dessa forma, para a impunidade e perpetuação desse comportamento agressor.

Ademais, nota-se os crescentes casos de assédio sexual de um agressor que abusa de sua “autoridade” para assediar uma vítima “submissa” -, ocorrendo, principalmente, em ambiente laboral, - por meio de: propostas indecorosas e até, mais gravemente, com toques íntimos sem permissão. Esses assediados, na sua maioria, não denunciam a agressão, face a necessidade de se manterem em seus empregos.

Urge, portanto, que sejam aprovados os recursos governamentais necessários para que o Ministério da Justiça, o Ministério do Trabalho e demais Órgãos competentes - com a participação das Escolas, da sociedade e da mídia - promovam ações permanentes de combate ao assédio sexual. Ações estas a saber: ampla conscientização de que assédio sexual é crime passível de punição; disponibilização de Centrais de denúncia; garantia de proteção e assistência à vítima denunciante; e de célere punição dos assediadores, coibindo-se, dessa forma, a reincidência. Desse modo, é possível construir uma cultura sexual respeitosa e, por conseguinte, uma efetiva redução dessa prática assediadora.