Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 01/10/2018
Na Grécia Antiga a mulher era vista como um objeto de prazer para os homens. Hoje, no entanto, mesmo com a conquista da mulher no mercado de trabalho e como cidadã a visão da mulher como objeto ainda persiste, fazendo com que as mesmas sejam vitimas de assédio sexual constantemente. Isso ocorre, devido ao machismo que é passado de pai para filho e pela falta de informação da vítima.
Segundo o pensamento beovariano, a mulher não nasce mulher, torna-se uma, analogicamente, não nasce machista, torna-se um. Nessa perspectiva, no Brasil ainda persiste a visão da sociedade patriarcal, onde o homem é considerado chefe da família, dos filhos e principalmente da mulher, perpetuando na criação das crianças, gerando cada vez mais homens machistas. Desse modo, aumenta o número de mulheres reprimidas pela sociedade e vítimas de assédios.
Além da questão do machismo exacerbado, a falta de informação da vítima também é um desafio. Pois, inúmeras mulheres não se vêm na obrigação de denunciar os assédios considerados comuns, como por meio de palavras ou aqueles onde o agressor toca as partes intimas das vítimas sem permissão. Tal situação ocorre devido a falta de informação da vítima do que seja realmente assédio sexual e pelo estranhamento da sociedade com a vítima, que insiste colocar a culpa na mulher. Assim, diversos agressores saem impunes e consequentemente muitas mulheres sofrem com o assédio, ademais dados, 68% das mulheres ja foram vítimas de assédio sexual segundo a Agencia Brasil.
Portanto, medidas devem ser adotadas para resolução do impasse. Para isso, o Ministério da Educação com o Ministério da Comunicação devem inserir nos livros e propagandas a visão da mulher como uma cidadã que merece respeito e divulgar as diferentes formas de assédio sexual. Outrossim, a polícia civil deve criar uma plataforma de denuncia online para que as mulheres posam denunciar preservando sua imagem e para que o agressor não saia impune.