Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 01/10/2018

Na série “Master of None”, o protagonista Dev descobre que sua maquiadora foi assediada por Jeff, o produtor de um programa. Fora da ficção, o assédio sexual atinge mulheres de várias taxas etárias e classes sociais, de maneira a constranger a vítima. Logo, seja pela forte raiz histórica, seja pela falha educacional, a violência sexual ainda é um problema na sociedade brasileira.

É válido ressaltar, primeiramente, que o assédio sexual possui fortes raízes históricas. Desde o processo de colonização, a mulher é tratada como objeto sexual pelos colonos. Esse conceito se perpetuou ao longo dos séculos, sobretudo pela ineficiência de políticas públicas. Em virtude disso, o número de mulheres vítimas de abusos tanto em locais públicos quanto em ambiente de trabalho cresceu. Nesse sentido, faz-se necessário a intensificação de ações governamentais voltadas especificamente para os casos de insistência sexual.

Além disso, nota-se, ainda, uma falha educacional na orientação ao respeito ao próximo. Isso decorre do modelo educacional vigente que, ao invés de ensinar valores morais, ensina majoritariamente conteúdos cobrados em provas. Hoje em dia, é comum, por exemplo, muitas pessoas fazerem comentários ofensivos ou até mesmo tocar sem permissão nas mulheres. Em decorrência disso, faz-se necessário desenvolver ações educacionais na sociedade, ressaltando a importância de respeitar o próximo.

Torna-se evidente, portanto, que a violência sexual seja amenizada. Em razão disso, cabe ao Governo Estadual em parceria com o Ministério da Educação, por intermédio de debates na mídia televisiva, discutir acerca do limite das ações dos seres humanos sobre os outros, a fim de haver mais indivíduos em prol da proteção das mulheres. Além disso, cabe ao Ministério da Justiça tornar mais rigorosa as punições dos assediadores, a fim de diminuir os casos dessa problemática. Dessa forma, espera-se que haja uma redução nos casos de assédio sexual.