Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 27/09/2018

Em uma sociedade patriarcal e machista, é muito comum mulheres ocuparem posições inferiores aos dos homens e serem subordinadas a eles. Nesse sentido, ambientes de trabalho, doméstico, entre outros, o assédio torna-se sempre presente e banalizado. Desse modo, há cada vez mais vítimas e espaço para a violência.

Os casos de assédio físico em transportes coletivos é um dos mais comuns. Segundo entrevistas e pesquisas, diversas mulheres relataram já ter passado por situações constrangedoras em ônibus e metrores no dia a dia, e boa parte acaba ignorando ou achando que não vale a pena denunciar. Além disso, existe a inconveniência verbal, como ‘‘gostosa’’ e assobios nas ruas e trabalho.

Convém lembrar ainda que, muitas vítimas vivenciam o mesmo problema em locais familiares, e quando resolvem denunciar, acabam sendo julgadas. Dessa forma, uma ‘‘simples’’ impertinência, se transforma em um estupro ou feminicídio, e quando são feitas as ocorrências, quem sofre a opressão acaba sendo culpado, por exemplo, por provocação devido a forma como se veste. Com isso, o medo e insegurança intensifica juntamente com a naturalização da objetificação da mulher.

Fica claro, portanto, a necessário de mudança na postura da sociedade, desconstruindo o pensamento machista e sexualização feminina, seja através de mais queixas,seja por manifestações em ruas e situações cotidianas. Ademais, as delegacias devem prestar melhor atendimento as vítimas, investir em tecnologia nas investigações para punir de forma adequada os criminosos. Também é interessante o governo criar leis mais rígidas, com punições maiores aos que cometem assédio verbal, sexual ou virtual. Assim, de imediato podemos atenuar o problema e a médio e longo prazo ter uma sociedade mais consciente e uma justiça correta.