Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 27/09/2018

Na antiguidade, a maioria das mulheres eram usadas para satisfazer as necessidades sexuais masculinas e cumprir a função reprodutora. Indubitavelmente, é notório que esses pensamentos equivocados ainda sobrevivem, e são praticados sob a forma de assédio sexual, acarretando em consequências físicas e psicológicas para a vítima. Sendo assim, o governo precisa propor medidas para melhorar esse cenário nefasto.

É necessário analisar, antes de tudo, que o assédio sexual contra a mulher é fruto da história do país. Nesse contexto, Gilberto Freire, autor do livro Casa Grande e Senzala, mostra a exploração sexual que havia entre o senhor de engenho e suas escravas, deixando nítido que a mulher era objeto de satisfação sexual. Logo, sabe-se que, atos ofensivos e humilhantes são rotineiros para muitas, às vezes mascarados sob a forma de “cantada”. Todavia, em uma sociedade marcada pelo estado de direito, nenhum indivíduo deve fazer nada ilícito contra sua vontade.

Dessa forma, a vítima além de ter seus direitos corrompidos, sofre consequências físicas e psicológicas. Prova disso, foi o constrangimento sofrido pela figurinista Su Tonami, ao ser assediada pelo ator José Mayer no próprio ambiente de trabalho. Analogamente, segundo dados do Instituto de Pesquisa Aplicada (Ipea) e do Movimento “Chega de fiu-fiu”, 78% das mulheres já passaram por alguma situação de assédio. Contudo, foi aprovada em 24 de setembro de 2018 a Lei de Importunação Sexual, que legitima esse crime e resulta em uma pena de 5 anos de prisão.

Torna-se necessário, portanto, o combate a esse problema antigo e recorrente. Dessa forma, o governo em parceria com a mídia deve incentivar campanhas de ONG´s como a “Chega de fiu-fiu” que encoraja mulheres a denunciar essa prática, dando espaço para debates e denúncias a nível nacional, inclusive em mídias sociais. Atrelado à isso, o Ministério da Educação deve incluir na grade horária escolar, atividades voltadas para a prática do respeito ao próximo. Assim, induzir a reflexão desde a infância formará indivíduos educados e conscientes.