Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 28/09/2018
Desde o iluminismo no século XVIII, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com problema do outro. Entretanto, quando se observa os inúmeros casos de assédio e violência sexual contra as mulheres, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria, mas não na prática, e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país.
Diante disso, dois fatores de extrema importância que corroboram o problema devem ser analisados: a ineficiência do poder judiciário e legislativo e a cultura machista da sociedade brasileira.
Segundo a campanha “Chega de Fiu Fiu”, 85% das mulheres brasileiras já tiveram seu corpo violado em espaço público, e o pior é que a maioria dos homens se sentem livres para continuar perpetuando essa prática, por conseguinte, o assédio sexual se tornou um crime muito comum no decorrer do cotidiano, se manifestando em vários locais, como no transporte público, na rua ou no trabalho. Dessa forma, é nítido a falta de fiscalização e atenção do poder judiciário, um vez que mulheres sofrem assédio sexual no dia-dia e os praticantes nem sequer são pegos para responder pelo crime que cometeram, no âmbito legislativo a situação não é diferente, pois, devido à falta de rigorosidade das leis, mesmo quando são pegos, apenas pagam uma multa ou fiança e voltam a assediar.
Da mesma forma, a visão patriarcal sobre a mulher e o preconceito enraizado no pensamento da sociedade brasileira também leva ao assédio sexual, dado que diversos comportamentos são frutos disso, como a clássica cantando, que segundo pesquisa feita pela campanha “Chega de Fiu Fiu”: 83% das mulheres consultadas declararam que não gostam de receber cantada na rua. Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse.
Diante dos argumentos supracitados, é dever do Estado contratar profissionais qualificados para fiscalizar locais mais propícios ao assédio sexual junto com um aumento da pena e rigorosidade das leis que protegem as mulheres, e criar centros para o atendimento e auxílio desse público. A conscientização da população a respeito do assédio sexual também é de fundamental importância, pois além de diminuir os casos de assédio sexual promove cidadãos dispostos à ajudar as vítimas na ocasião do crime, e desse modo, conquistar-se um futuro melhor para o Brasil.