Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 01/10/2018
O assédio sexual é um problema crescente em todo o mundo em pleno o século XXI. Suas bases estão relacionadas à cultura machista que pendura desde os primórdios da civilização humana. Já que, a figura do homem sempre foi vista como dominante, detentor da sexualidade e a mulher como objeto de satisfação dos seus desejos e, portanto, ocupante de uma posição de submissão, mesmo contra sua vontade.
Desde seu nascimento, a figura masculina é estereotipada e diferenciada para viverem uma cultura masculinizada. Onde os homens são criados para brincarem de carrinhos, vestirem roupas azuis e serem os provedores da casa. contrapondo o papel das meninas que brincam de bonecas, imitando a vida adulta como donas de casa e esposas submissas. Nasce aí o cultivo das mulheres como objetos sexuais e sem direito à argumentação.
Em consequência disso, nota-se que a mulher sofre uma constante depreciação, vistas como objetos sexuais, são amplamente abusadas em ambientes públicos e privados. Ora através de palavras depreciativas, como muito se vê nas ruas e ambientes diversos; ora através de abusos físicos diretos, realizados por pessoas que exercem poder ou não sobre elas. O fato é que esta é uma realidade vivida por milhares de mulheres no Brasil. E mesmo quando denunciados, não há punição adequada para estes casos, voltando a ocorrer novos episódios.
A observação crítica dos casos de assédio, demonstram que tais ações são vistas por muitos, como natural e comum e por isso, não devem ser questionadas. O que demonstra, claramente, a inversão dos valores do que é certo ou errado na sociedade atual.
Diante disso, entende-se que é necessário que a família trabalhe desde à infância, na formação de valores sociais de igualdade nas crianças, desmistificando valores machistas da sociedade, para que estes possam formar um futuro melhor. Além disso, as leis atuais devem ser endurecidas para que haja punição para os adultos infratores, para coibir tais atitudes.