Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 27/09/2018

Casos marginalizados

Lei Nº10.224 de 2001 caracteriza o assédio como o ato de constranger alguém com intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo sua condição hierárquica. As mulheres sofrem diariamente com humilhações em espaços públicos.

Esse tipo de comportamento está diretamente ligada a cultura machista que há no país. Com inúmeras músicas, propagandas e novelas que propagam com naturalidade que mulher tem que ser do lar, que usam shorts pra provocar e que gostam de ser agredidas e abusadas sexualmente, porém não apenas a mídia, mas também a educação, que influencia muito as crianças, quando o pai agride a esposa na frente dos filhos, mostrando que o homem é que manda, ou quando assoviam na rua para uma mulher, estão sendo exemplo pra criança, que futuramente irá fazer igual.

Segundo o IPEA 85% das entrevistadas já sofreram assédio ou agressão sexual e dizem que se sentem envergonhadas e humilhadas. Acontece geralmente em lugares públicos, como os transportes, em que homens se masturbam e passam seus órgãos genitais em pessoas que estão ali, muitas denunciam, porém muitas têm medo de sofrerem algo mais grave e pior, enquanto isso, os culpados ficam nem punições e as agredidas são ridicularizadas e marginalizadas.

Portanto, com os aspectos observados, percebe-se que as mulheres não são respeitadas e sofrem com essa desigualdade. Com isso, o Estado deve criar um órgão especifico, o “Assédio Zero”, em que apenas mulheres participariam e seriam eleitas pelo povo, elas fariam projetos de leis para proteção e de defesa, realizariam palestras em escolas para ensinar as crianças desde cedo sobre o respeito. Ao longo do tempo, o Brasil diminuirá os casos de perseguição e agressão e propagará o respeito.