Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 28/09/2018
Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se imobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa o elevado índice de assédio sexual contra as mulheres, verifica-se que esse ideal é constatado somente na teoria e não desejavelmente na prática. Nesse sentido, é necessário que subterfúgios sejam encontrados a fim de resolver essa inercial problemática.
É indubitável, que a questão constitucional e sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo Aristóteles, a política deve ser utilizada, de modo que, por meio da justiça o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que no Brasil o número de casos denunciados sobre o assédio rompe essa harmonia, haja vista que, a mulher canarinha é vista como um objeto pelos homens, os quais, pela negligência do sistema legislativo, se sujeitam livres e impunes a cometer atrocidades.
Outrossim, destaca-se o medo de algumas mulheres, como impulsionador do problema. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e pensar dotada da exterioridade, coercitividade e generalidade. Seguindo essa linha de pensamento, no Brasil cerca de 85% das mulheres já foram vítimas de assédio, segundo a pesquisa feita pelas jornalistas Juliana de Faria e Karin Hueck, na campanha “Chega de Fiu Fiu”. Também foram constatados muitos casos de assédio nos ônibus ou metrôs, homens que se aproveitam da situação desconfortável, tocam sem permissão no corpo das mulheres e até se masturbam próximo à elas, segundo uma entrevista da rede de televisão Globo.
Conforme o ideário Newtoniano, um corpo tende a permanecer em seu estado até que uma força atue sobre ele. Por conseguinte, é mister uma aplicação de força contra o assédio sexual. Destarte, o Ministério da Justiça deve implementar um sistema de punição rígido e eficaz contra os praticantes do crime. Ademais, através de demonstrações em prática, da eficácia do sistema judiciário, as mulheres devem ser encorajadas à denunciar os agressores, com o apoio de campanhas midiáticas e movimentos feministas, a fim de que o tecido social se desprenda de certos tabus, para que não viva a realidade das sombras, assim como na alegoria da caverna de Platão.