Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 01/10/2018

“O assédio sexual não teria alcançado o ambiente de convívio e propagado-se por entre os brasileiros se, repetidas vezes, não tivesse sido encarado como um impasse a ser desprezado pelas próprias autoridades nacionais”; com essas palavras, Max Weber, sociólogo alemão, afirma que a ação de considerar relevante o assédio sexual, mas também, posteriormente, a quebra de paradigmas, é necessária a insistência, por parte de um grupo social, na tentativa da sociedade observar, por outro ângulo, os benefícios de encarar o assédio sexual como sendo um contratempo para o desenvolvimento do país pelos integrantes dessa mesma sociedade.

Primeiramente, o dever de reduzir os casos de assédio sexual está assegurado não só pelos Direitos Humanos, como também pela Constituição do Brasil, ou seja, a partir do momento em que as mulheres ainda continuam sendo vítimas e não há nada sendo realizado para reduzir os casos de assédio sexual no país, os pilares de uma república são deixados de lado, abrindo oportunidades para que a sociedade se torne, cada vez mais, excludente.

Paradoxalmente, o Brasil, o qual é um país considerado como sendo acolhedor pelos demais países, está inserido em uma dicotomia: ao mesmo tempo em que é reconhecido mundialmente por suas políticas de inclusão social, deixa a desejar no que se refere às ações de limitar os casos de assédio sexual afim de atender as necessidades de segurança das mulheres brasileiras, tendo em vista que, segundo Juliana de Faria e Karin Hueck, jornalistas brasileiras, grande parte das mulheres brasileiras já foram vítimas de assédio sexual em ambientes públicos do país.

Os desafios para reduzir os casos de assédio sexual, portanto, devem ser alcançados com a iniciativa do Ministério da Educação, em parceria com as escolas municipais e psicólogos, de realizar a implementação de projetos psicopedagógicos, por meio de palestras educacionais, informando os malefícios do assédio sexual para com o desenvolvimento do país, bem como a instruir a cada aluno para divulgar os malefícios do assédio sexual para a família afim de alcançar grande número de pessoas informadas sobre o assunto, reduzindo os casos de assédio sexual gradualmente, para que possa haver um trabalho de transformação na mentalidade tanto do corpo docente e discente, como de toda população em relação ao assédio sexual, sendo que, anualmente, aqueles projetos seriam reimplementados, tornando-os uma prática cotidiana nas escolas brasileiras.