Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 29/09/2018
O assédio sexual não pode mais ser cultural
Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à segurança e ao bem-estar social. Conquanto, os desafios para reduzir os casos de assédio sexual impossibilitam que essa parcela da população, majoritariamente do gênero feminino, desfrute desse direito universal na prática. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade segura e igualitária seja alcançada.
É indubitável que as mulheres ainda sofrem opressão masculina no contexto do século XXI. A autoridade do homem ainda toma conta do país, nesse sentido, o assédio é enraizado na cultura brasileira. Exemplo disso é que, segundo o portal “O Globo”, há cerca de uma denuncia por hora de assédio sexual no trabalho. Desse modo, percebe-se essas práticas malfazejosas prejudicam a autonomia feminina, além de criar um constante ambiente opressor.
Faz-se indispensável, ainda, salientar a não identificação, por parte das próprias mulheres, do que é violência sexual como um problema vigente. Com isso, moças que passam por desconfortos atribuídos ao machismo, não reconhecem tais ocorrências como algo anormal por falta de conhecimento sobre o assunto, consequentemente, não levam esses casos à justiça. Como Nelson Mandela disse, “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”.
Pela observação dos aspectos analisados, faz-se necessário que o Estado, por seu caráter abarcativo, em união à Delegacia da Mulher promovam uma campanha, que se chamaria “O assédio sexual não pode mais ser cultural”. Nela, feministas e policiais dariam palestras em escolas e universidades, e participariam de propagandas midiáticas, ensinando o que é assédio e incentivando a população para sempre recorrer à denuncia nesses casos, logo, os números de assédio sexual serão reduzidos.