Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 30/09/2018
O assédio sexual é uma violência verbal, moral e sexual que ao longo da história vem tornando-se algo comum dentro da sociedade, por consequência da cultura do machismo entre os homens. Logo, por serem patriarcas e base da família sentiam-se na autoridade de impor seus desejos sejam verbais ou físicos sobre o corpo das mulheres. No entanto, essa problemática vem sendo arduamente combatida e repudiada durante décadas pelo gênero feminino. Porém essa prática tem demonstrado grande resistência em razão de uma ideologia enraizada de preconceito.
A campanha “Chega de Fiu Fiu”, que visa combater o assédio sexual em espaços públicos, realizou uma pesquisa que revelou que 85% das pesquisadas já tiveram seu corpo tocado sem permissão no espaço público. Além disso, 83% das mulheres consultadas declararam que não gostam de receber cantada na rua. Sucintamente, é evidente que tal problema se tornou ‘’normal’’ aos olhos dos homens que destilam repressão e vulgaridade sem escrúpulo. Por outro lado, temos a ineficácia da justiça que de certa forma compactua com essa triste realidade.
Embora seja considerado crime, previsto pelo código penal brasileiro, no que diz o artigo 216-A que considera crime ‘’constranger alguém com o intuito de obter vantagem sexual’’. Apesar de que exista lei como essa com intuito de combater esse delito, é importante ressaltar que na execução na realidade é outra, pois os indivíduos que praticam esse ato criminoso não se sentem intimidados em contraste da pouca eficiência do código penal no que diz respeito a proteção do grupo feminino.
Em vista disso, torna-se indispensável que o Estado proponha nas escolas palestras de forma obrigatória sobre assédio sexual, ministradas por professores, psicólogos e assistentes sociais de modo a alcançar principalmente os adolescentes e pré-adolescentes, a fim de ensina-los a como não praticar o assunto em questão, assim como também se protegerem e denunciarem. Por outro lado, a justiça com todo o seu poder e autoridade deveria reelaborar suas leis e torna-las mais rígidas.