Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 29/09/2018

Uma humanidade perdida

Assédio é todo toque não consentido, palavras de ordem sexual não desejadas, perpetuadas através de uma relação de violência, que objetifica as vítimas. Entre os desafios enfrentados para a sua redução, estão uma mentalidade machista enraizada na sociedade, o medo da vítima de denunciar e a falta de punições mais severas.

Este assédio está profundamente enraizado na cultura social, de forma que é perpetuado com escrachada banalidade, como se fosse um ato esperado; Tal visão é corroborada por cenas cotidianas, nas ruas, no transporte coletivo, em festas e outros locais, tal qual foi até mesmo satirizada no vídeo “Cantada”, do canal brasileiro do “YouTube”, o Porta dos Fundos, no qual o ator Antônio Tabet, ao representar um pedreiro assediando uma mulher, diz que aquilo é parte “importante” de seu trabalho.

Neste cenário, a sociedade impõe na vítima a terrível ideia de que ela deve aceitar o assédio como natural, e, devido ameaças do agressor, ou mesmo a falta de apoio, a denúncia não ocorre. Desta forma, muitas vezes a agressão evolui, portanto, isso gera a triste realidade brasileira, na qual no período de 2009 a 2011, 17 mil mulheres sofreram feminicídio, crime de assassinato passional à mulheres, segundo o IPEA.

Por conseguinte, faz-se necessária a atualização do estatuto da mulher, gerando punições mais severas, não só para o abuso físico, como também para o assédio sexual, fazendo os agressores pagarem multas, as quais servirão para a manutenção do programa e proteção de mulheres em situação vulnerável.

Por fim, o amparo conquistado pelas vítimas as deixa mais um passo próximas da redução definitiva do assédio, retornando à elas a humanidade que se perdeu no meio da objetificação.