Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 06/10/2018

Nota-se que, mesmo após avanços constitucionais, o assédio sexual perdura no Brasil hodierno, devido à insuficiência das leis e à cultura machista.

É inegável que a questão constitucional e sua aplicação estejam entre as causas do problema. Apesar de a Constituição de 1988 repudiar a discriminação e a desigualdade entre gêneros, a impunidade prepondera sobre a denúncia do crime. Exemplo disso foi o caso ocorrido com uma jornalista beijada à força enquanto trabalhava num evento esportivo, crime esse, como tantos outros semelhantes, não punido.

Outrossim, destaca-se a cultura machista como impulsionadora do problema. De acordo com a escritora francesa Simone Beauvoir, o opressor não seria tão forte se não tivesse cúmplices entre os próprios oprimidos. Dessa forma, é importante combater o ambiente machista de legitimação e banalidade da violência contra a mulher, para incentivar a própria vítima e os conhecidos a procurarem as autoridades competentes.

Destarte, o Ministério da Justiça deve enrijecer as penas para agressores e ampliar o acesso às delegacias da mulher, através de parcerias com ONGs, que incluam ampla divulgação midiática. Nesse sentido, o intuito de tal medida deve ser o aumento do número de denúncias e o consequente combate à impunidade. Ademais, é papel de toda a sociedade combater diariamente o machismo para a construção de um país mais igualitário.