Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 01/10/2018
Desde sempre, os “Psiu”, “Gostosa”, olhares insistentes, assobios e outras ações e comentários de caráter sexual ou pejorativo, sempre fizeram parte do dia a dia de grande parcela da população feminina mundial, dado que, essas práticas são cometidas em transportes coletivos, meio de trabalhos e até mesmo na rua, como o assédio que aconteceu na França, no meio da rua, com a Marie Laguerre, caso que foi registrado em vídeo, e também a tentativa sem sucesso de defesa da vítima (ela foi agredida por quem a assediou). Apesar de serem decorrentes essas situações, o assédio é sim uma violência, e mesmo que essa ação dê prisão no Brasil, ainda há muito casos não denunciados, por isso devem existir mais ações que possam contribuir para redução dos casos de assédios.
Segundo a pesquisa realizada pela “Campanha Chega de Fiu Fiu”, 85% das mulheres já tiveram seu corpo tocado sem autorização, tal dado é extremamente grave, porque após a importunação sexual, as maiorias das mulheres ficam traumatizadas, consequentemente, dependendo o caso, elas deixam de fazer coisas simples.
Ademais, mesmo existindo leis que ajudam nessas situações e que dão cadeia, a vítima deixa de denunciar. O motivo disso, é que por causa da cultura do estrupo, ou seja, é quando a violência sexual contra as mulheres é normalizada na mídia e na cultura popular; dessa forma, muitas vítimas se veem culpadas por tal violência ter acontecido, resultando na impunidade do agressor.
De acordo com Immanuel Kant “o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”, visto também que a educação é formada por diversos fatores, dentre eles, o que é empregado no dia a dia desse indivíduo, como o machismo e a cultura do estrupo, entre suas formas temos propagandas de televisão, músicas -como o funk “Surubinha de leve” do MC Diguinho- telenovelas, entre outras.
Tal realidade, forma cidadãos que acham que assédio é normal, e quem é culpado é a própria vítima, todavia, o assédio é sim uma violência e deve ser combatido. Para isso, o Ministério da Educação e Cultura(MEC), deve nas aulas de ciências demostrar o que seria o assédio, as suas consequências e como denuncia-lo, logo, tais aulas necessitam de meios atrativos e ilustrativos como esquemas, vídeos e músicas, conscientizando as próximas gerações sobre o impasse. Também, os municípios devem ter mais linhas de transportes coletivos, a fim de evitar lotações, e por consequência, o assédio. Por último, a cultura do estrupo deve acabar, por meio de uma melhor informação dado pelo MEC para a sociedade brasileira, sobre o que seria o feminismo, maneiras de denunciar a violência sexual, cartazes e palestras afirmando que a vítima não é culpada, ou seja, necessita-se mostrar que tal problema não é normal e sim um crime.