Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 30/09/2018
Mulher, a culpa não é sua
O mundo patriarcal sobrevive até os dias atuais, boa parte dos homens acreditam que as mulheres devem ser submissas a eles. Na sociedade presente, os casos de assédio sexual só têm aumentado, principalmente contra a mulher, seja em casa, no trabalho ou nas ruas; na qual, infelizmente, já faz parte do cotidiano de muitas pessoas.
Visto que, 42% das mulheres dizem já terem sofrido com o assédio, segundo o Datafolha. Favores sexuais pedidos às mulheres, e não apenas para elas, em troca de algo, como trabalho ou até mesmo um aumento salarial é uma concepção ultrapassada. No Brasil, progressivamente, torna-se explícita a chamada cultura do assédio, comportamento que além de ser um insulto ao sexo feminino, é visto como natural e pertencente à história do país.
Além disso, é uma circunstância que interfere no direito do ir e vir, na segurança e na dignidade que têm de conviver com uma visão machista exacerbada, a qual se mantêm como um obstáculo à conquista da igualdade. Nota-se um aumento nos casos de feminicídios, assim, fica evidente os reflexos de épocas passadas que ficaram enraizadas na cultura nacional e a sobrevivência da sociedade patriarcal.
Portanto, o assédio sexual é um ato frequente e antigo somado ao gênero feminino que busca o seu espaço no século XXI. Assim, o Mistério da Justiça em conjunto com o Governo Federal devem elaborar uma lei contra os abusos que não se restringem apenas a ambientes de trabalho, mas sim a espaços públicos, com o objetivo de garantir a segurança e a mobilidade a maior parte da mulheres. É fundamental, também, o papel das mídias sociais e sites, como “Não é Não”, para conscientizar o povo.