Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 30/09/2018
O assédio sexual remonta, de acordo com documentos, à Idade Média, quando a mulher era considerada um objeto. O lógico seria que na Idade Conteporânea esse tipo de violência não ocorresse mais. Porém como mostrou o #MeToo, que as milhões de mulheres assediadas ou agredidas usaram em redes sociais para demonstrar a magnitude do problema, ainda ocorre em grandes proporções e é aceito socialmente por uma sociedade com machismo em sua cultura.
O Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e o Instituto Datafolha relataram em uma pesquisa a alta incidência de assédio contra mulheres em espaços públicos , demonstrando a tolerância cultural e social à violência. Como enuncia o psicanalista francês Jacques Lacan: ‘‘Por nossa posição de sujeito, sempre somos responsáveis’’ o assédio em público é socialmente aceito, sendo tanto culpa das pessoas que o presenciam, por não fazerem nada, quanto do assediador em si. A frase popular ’’ em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher’’ ajuda a perpetuar o assédio domiciliar pois a sociedade não irá intervir em uma discussão achando que não cabe à ela esse papel.
Outrossim são recorrentes os casos em que uma mulher registra sucesivas ocorrências policiais, mas a lei não é aplicada. Certifica-se de que a Lei Maria da Penha e a Lei do Femicídio funcionaram apenas em um primeiro momento, 2007, e não a longo prazo. De acordo com o Instituto de Pesquisas Econômica Aplicada, uma mulher é morta a cada uma hora e meia no Brasil. Monstrando que as leis para protegê-las estão sendo aplicadas de modo incorreto e realizadas por profissionais que não compreendem a situação da mulher.
Por conseguinte, ações como a do tribunal egípcio que condenou uma ativista por denunciar assédio sexual confirmam o machismo na sociedade e que a violência contra mulher não diminuiu com ela adentrando no mercado de trabalho, na Revolução Industrial. O método que a lei está sendo alicada precisa ser revisto pelo Poder Excecutivo para que, assim, o assédio sexual diminua pois haverá a devida punição para o agressor. Iniciativas como a da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República que estão contruindo casas de passagens em cada capital precisa de mais verba do Estado a fim de englobar todas as mulheres.