Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 03/10/2018
Opressão persistente
Desde o princípio, por motivos religiosos e ideológicos, as mulheres são consideradas inferiores aos homens e sofrem diversos tipos de assédio, principalmente o sexual. Em decorrência desse fato, a população debate veementemente por meio de manifestações virtuais e físicas sobre a importância de uma mudança no jeito macróbio dos homens de agir e pensar em relação às mulheres.
Conforme visto anteriormente, a violência exercida sobre as mulheres data de séculos atrás, com a criação de um ciclo vicioso de opressão, iniciado no casamento planejado pela família, que visava somente os interesses financeiros e utilizava o público feminino infantil. Posteriormente, a mulher tinha como únicas funções cuidar da casa e da prole, reforçando ainda mais a ideologia machista, na qual os homens acreditam que podem mandar no corpo das mulheres e que elas são objetos.
Segundo o “Ipea”, entre 2009 e 2011 foram registrados mais de dezessete mil casos de feminicídio, que, em síntese, é a violência dolosa exercida pelos homens sobre as mulheres. Deve-se considerar que, por possuir uma carga histórica de opressão e violência, o público feminino comumente se cala e concomitantemente persiste sob o assédio sexual.
Para complementar a ideia anterior, é indispensável mencionar que há Leis de proteção às mulheres, como a Lei Maria da Penha, e também Delegacias da Mulher espalhadas por todo o Brasil. Porém, muitos casos de assédio não são registrados, tendo em vista que abrangem uma imensa área de diversificação. Há assédios com agressão física e verbal, que ocorrem a partir de comentários não construtivos, assobios e olhares intimidadores por parte dos homens.
De acordo com a música “Respeita as mina” de Kell Smith, “o corpo é nosso, nossas regras, nosso direito de ser”, e para que o assédio sexual seja erradicado, o governo deve criar projetos de conscientização sobre essa inaceitável violência, juntamente com educadores e com enfoque para o público masculino. Concomitantemente, as famílias precisam dialogar com seus filhos, para que desde a infância entendam que as mulheres merecem respeito. Posteriormente, em casos de assédio físico ou verbal, a denúncia por parte da mulher deve ser executada, bem como a devida punição para o assediador. Deve-se destacar que os movimentos feministas são de tamanha importância, precisam ser mantidos e incentivados por toda a população e os órgãos públicos.