Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 03/10/2018
Quando Eva comeu o fruto proibido, segundo uma visão medieval, a mulher se tornou indigna de tomar decisões, por se corruptível, cabendo ao homem controlá-la. Decorrente deste pensamento há uma crença que ela pertence a ele, pois é mais fraca, algo totalmente errado, porém, acreditam a tal ponto, que acham que podem fazer coisas sem o consentimento dela. Embora estes assédios ocorram constantemente, boa parte das mulheres não chegam a fazer uma denúncia, por acreditarem que a culpa não é do abusador, e sim sua, por estar usando uma roupa “provocante”. Sendo isto a cultura do estrupo, que inocenta o assediador e culpa a vítima, pensamento muito errôneo, mas mesmo assim, muito comum na sociedade.
Todavia, mesmo as que querem não tem apoio governamental. Ainda que tenham criado uma delegacia só para estes casos, as leis são muito gerais, não havendo punição prevista em algumas circunstâncias, causando uma sensação de impunidade. Deste modo, as desmotivando a prestar denúncias.
Para amenizar estes problemas, o legislativo deveria revisar a lei sobre o molestamento, para tirar as margens que há nela, e adequá-la para os novos tipos existentes. Além disto, o judiciário aumentaria o número de pessoal nas delegacias especializadas, para que cada vez mais rápido sejam solucionados estes crimes, estimulando-as, assim, a denunciar. Colaborando com a ideia, escolas, universidades e empresas poderiam distribuir cartilhas explicando todas as maneiras de abuso e como fazer uma denúncia.