Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 04/10/2018
Ao falar sobre assédio sexual, nossos pensamentos logo remetem à imagem da mulher fragilizada em meio a uma sociedade predominantemente machista e misógina, infelizmente, esse pensamento está implantado nas relações humanas desde os primórdios, onde a mulher sempre foi inserida em uma posição inferior a do homem, atuando como coadjuvante na vida do sexo masculino, sem o poder de escolha sobre si mesma.
Porém, mesmo com o passar do tempo e com a conquista de diversos direitos, ainda assim continuamos imersos à visões “antiquadas”, em pleno século XXI, segundo dados da Agência Brasil, 86% das mulheres já foram vítimas de assédio, isso tudo pois continuamos convivendo com a cultura do estupro e muitas vezes não notamos por estar em “pequenos atos” no dia a dia, como elogios ofensivos em espaços públicos ou quando o homem pensa em estar no direito de tocar o corpo de uma mulher sem o seu consentimento.
Infelizmente, o assédio sexual é um “tabu” em nossa sociedade e a opressão e ameaças do sexo oposto e tão grande, que muitas mulheres sentem-se amedrontadas até mesmo na hora de denunciar estes abusos, principalmente pelo fato de possuirmos um sistema judicial com leis tão recentes relacionado a esse tipo de agressão e que necessitam de mudanças.
Portanto, devemos nos auto conscientizar de que o abuso contra mulher não possui lugar, idade, cor ou classe social, para que possamos combater e acabar com essa cultura machista, campanhas como o “Chega de Fiu Fiu” são de extrema importância por divulgar dados que conscientizem a população sobre a proporção do problema, ou seja, mais campanhas como essa devem ser feitas, principalmente em ambientes de convívio como escolas ou ambientes de trabalho. Além disso, movimentos sociais como o feminismo, podem ser utilizados como uma ferramenta para o combate dessas barbáries.