Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 03/10/2018
O assédio é geralmente entendido como um comportamento perturbador ou ameaçador. No Brasil, o assédio sexual tem atingido muitas mulheres, fruto de um passado com um estereótipo de mulher e machista. Atualmente veículos virtuais têm aberto grandes debates de como reagir a essa violência e de como acabar com a mesma.
Como vimos na internet, em jornais, entre outros, no Brasil o assédio sexual atinge uma grade parte da população feminina. De acordo com um estudo feito em 2016 pela organização ActionAid, 86% das brasileiras relatam ter sofrido assédio sexual. É visível com esse fato, perceber que a cultura do estupro é realmente forte no Brasil, onde essa além de ser praticada diariamente na rua, no trabalho, nos transportes públicos, é também fortemente alimentada no carnaval em que “vale tudo”.
Porém, grandes dúvidas surgem quando falamos em denúncias, ou o simples fato de contar para alguém sobre o ocorrido. Segundo dados divulgados pelo Data Folha em 2016, apenas 11% dos casos de assédio tanto físico como verbal foram registrados. O silêncio das vitimas são explicados por diversos fatores, dentre eles, o medo da repressão social ou do próprio assediador, se o mesmo for próximo da vitima, além da mesma se sentir culpada. E ainda, podemos considera a insegurança, incluindo a ineficácia afetiva por parte do estado.
Pela mesma razão que é difícil da parte da vítima em pedir ajuda, Renato Sanches, criou um aplicativo para ajudar as mulheres que utilizam transporte público em São Paulo. O aplicativo chamado HelpMe além de agilizar a denúncia pelos canais especializados no transporte público de São Paulo, ainda apresenta ferramentas para chamar atenção de outros passageiros e ter provas para levar o caso a órgãos responsáveis em outras local.
Levando-se em consideração esses aspectos mencionados, notamos que grandes mudanças devem ser realizadas. Quando analisamos a frase de Juliana de Faria, “É preciso ter coragem para ser mulher nesse mundo. Para viver como uma. Para escrever sobre elas.” Observamos que esse pensamento deve ser modificado, pois elas deveriam ter seus diretos de liberdade e segurança devidamente cumpridos. Também, o incentivo á denúncia por parte das mulheres, através de propagandas governamentais em todos os meios de comunicação. E ainda, é imprescindível o ensino nas escolas, através de discussões sobre o tema tal ou por meio de teatro, por exemplo, que faças os homens se verem do outro lado, o lado feminino.