Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 03/10/2018

Segundo a Agência Brasil, em pesquisa realizada pela ActionAid, 86% das mulheres brasileiras já sofreram assédio em público em suas cidades, onde a maiorias dos casos ocorrem dentro do transporte. Para a realização desta pesquisa, foram considerados assédio atos indesejados, agressivos e ameaçadores contras as mulheres, podendo configurar assédio verbal, físico, sexual e emocional. As mulheres encaram esse problema desde a Grécia antiga, onde eram vistas como bem material e meio de satisfação para os homens.

O grande problema, que acaba tornando os casos de assédio sexual cada vez mais comuns no país, é a falta de coragem da mulheres em denunciar o agressor, pelo simples fato da lei brasileira não ser rígida e, na maioria das vezes, não prende-lo, o que acaba muitas vezes deixando a mulher com mais medo e o agressor, sabendo que foi denunciado, com mais raiva.

Em 1985, em São Paulo, foi inaugurada no Brasil a primeira Delegacia da Mulher, um órgão público brasileiro criado para o combate à violência contra as mulheres. A partir de sua criação, iniciou-se no Brasil um movimento de expansão dessas delegacias, só no estado de São Paulo, hoje, já foram inauguradas mais de 130 Delegacias da Mulher, o que vêm ajudando-as a denunciar e a prevenir esse tipo de crime.

Então, como fazer para diminuir os casos de assédio contra as mulheres? Podemos pensar na construção de novas delegacias especializadas nestes casos, fazendo com que demore menos tempo para o agressor ser julgado e, caso necessário, condenado à prisão. Podemos pensar também em fortalecer e intensificar a fiscalização em transportes coletivos. Sendo relevante, ainda, a criação de uma ouvidoria 24 horas para que o agressor possa ser denunciado a qualquer momento do dia, o que tornaria o processo mais rápido e eficaz.