Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 03/10/2018

Assédio

Mesmo sendo abordado banalmente, o assédio sofrido por mulheres é extremamente recorrente e está presente em nossa rotina, desde a forma de comentários, elogios indesejados, chantagens até agressões físicas, ameaças e atos íntimos não consensuais.

Tendo em vista a construção histórica da figura feminina como um ser frágil e objetificado, mulheres lutam diariamente para conquistar espaços e afirmar seus direitos. Houve um grande avanço em 1985, quando foi inaugurada a primeira delegacia da mulher no Brasil e em 2006, com a promulgação da Lei Maria da Penha. Ambas as medidas foram instituídas visando ampliar e garantir a segurança da mulher desde sua residência até ambientes públicos.

Entretanto, mesmo com essa ampliação da visibilidade dos assédios sofridos, muitas mulheres não conseguem identificar, posicionar e até mesmo denunciar o assediador, por medo de uma possível retaliação ou maiores agressões em razão da falta de préstimos e amparo às vítimas. Além deste, outros fatores colaboram com a banalidade deste tipo de crime, como por exemplo a legislação fraca e que não garante a punição adequada que o agressor merece, além das possíveis chantagens que a vítima pode sofrer.

Cabe às entidades governamentais investirem mais em setores de segurança e assessoria para garantir e reforçar o cumprimento de punições para agressores e assediadores. Além disto, como sociedade, devemos observar comportamentos e não admitir este tipo de atitude. Cabe neste contexto, também, aplicar  e reforçar maiores informações de modo que a identificação e até mesmo a denúncia sejam feitas de forma mais informal.