Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 03/10/2018
Assédio não é brincadeira
Assédio sexual se trata de qualquer ato para com uma mulher de cunho sexual, em que ela não esteja de acordo. Desde um assovio na rua, o famoso “fiu-fiu”, até casos de abuso sexual, que são os únicos realmente considerados sérios na sociedade brasileira atual. Percebe-se que o assédio sexual é de extrema banalidade quando dados da Agência Brasil apontam que 86% das mulheres brasileiras já foram assediadas, e segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública de 2015, uma mulher é violentada a cada 11 minutos.
Conforme citado anteriormente, os dados de assédio no Brasil são assustadores, e mesmo assim são agravados pela grande mídia tradicional, que trata a mulher como inferior, ou como um objeto para o homem, como na revista Veja, que trouxe em sua capa a frase “Bela, recatada e do lar” se referindo a como uma mulher deve ser. Enquanto a mesma deveria fazer o oposto, dar suporte à causa feminina, conscientizando os homens de que as mulheres não são objetos, e muito menos feitas para servir ao homem.
Sendo essa a realidade da sociedade brasileira, ainda existem mulheres que são assediadas diariamente e não sabem, acreditando que seja normal um homem tocar ela sem consentimento, pois foram ensinadas desde crianças de uma forma machista, onde o homem pode fazer o que quiser, e a mulher irá se submeter a ele. Este é um pensamento retrógrado que deve ser combatido, porque a mulher tem todos os direitos iguais ao dos homens.
Em vista disso, necessita-se de maiores investimentos na educação, para que a próxima geração não acabe se tornando machista como a atual. Deve-se também aplicar rigidamente a lei contra casos de assédio sexual, não deixando impune o ato de assediar uma mulher.