Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 03/10/2018
Desde o século XV há registros históricos de manifestos femininos contra a opressão, superioridade e dominação masculina, tendo como exemplo a declaração realizada por Olímpia de Gouge na época da Revolução Francesa sobre a igualdade de direito naturais entre homens e mulheres e, em virtude disto, teria total liberdade e direito de participar das decisões políticas da cidade. Embora sua reivindicação tenha sido negada, este foi um grande passo para o movimento feminino na história da humanidade.
A cada século percorrido novos protestos e movimentos feministas surgiam, conquistando o merecido espaço e igualdade entre indivíduos homens e mulheres. Todavia, entre tantos anos de luta e repressão, a sociedade feminina ainda encontra grandes bloqueios. Segundo levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a cada onze minutos acontece um estupro no Brasil. Apenas uma taxa que varia entre 30 e 35% é reportada para a polícia e 70 a 80% são crianças ou adolescentes. Do ano de 2014 para 2015 notou-se uma pequena e significante diminuição na quantidade de casos, porém o Fórum atenta-se a não comemorar, visto que o crime de violação é um dos mais subnotificados do país. A taxa de feminicídio brasileiro é de 4,8 para 100 mil mulheres, sendo a quinta maior do mundo segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Durante o dia-a-dia há várias situações que devem contornar como, por exemplo, as “cantadas” abusivas, olhares mal-intencionados, o medo de estarem andando sozinhas, a dificuldade dos homens entenderem a palavra “não” e entre outros. Todos esses problemas derivam da falta de respeito com a mulher. Há quem diga que mulheres enxergam o machismo onde não existe, entretanto se não houvesse machismo, essas situações existiriam? Certamente que não.
A falta de informação e conhecimento sobre os direitos femininos e a igualdade natural dos gêneros, o sistema judiciário e presidiário fraco faça com que este problema persista. Portanto, todos os órgãos governamentais, a sociedade civil e entre outras instituições devem reeducar e conscientizar a sociedade como um todo sobre a desigualdade de gênero e os empecilhos que as mulheres enfrentam diariamente.