Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 03/10/2018
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal de Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à igualdade e ao bem estar social. Conquanto, os ainda constates casos de assédio sexual impossibilitam que parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Nesse sentido, convém analisarmos os principais fatores de tal postura negligente de nossa sociedade.
Esse crime é tão recorrente em nosso país que tornou-se comum o termo, principalmente quando trata-se de assédio em transporte público, a famosa “encoxada”. Seria racional acreditar que em um país constituído em sua maioria por mulheres, que esse tipo de abominação não se fizesse presente. Contudo, a realidade é justamente o oposto, onde esse contraste reflete diretamente na grande incidência e consequentemente também no “achar normal”. De acordo com a campanha “Chega de Fiu Fiu” criada pela jornalista Juliana Faria, 85% das mulheres relatam já terem sido tocadas sem permissão. Diante do exposto, é notória a inadmissibilidade do revés.
Faz-se mister, ainda, salientar que o modelo patriarcal de sociedade herdado por nós dos nossos antepassados é um grave impulsionador do problema. É possível sintetizar tudo até aqui explanado através do pensamento filosófico de Herbert Spencer, grande estudioso do século XIX quando disse que: “O homem é o ápice evolutivo da raça humana”. Em vista disso, fica clara a necessidade de uma reeducação social.
Portanto, medidas se fazem necessárias para resolver o impasse. O Governo Federal, mais precisamente o Ministério da Educação, deve implementar na grade de ensino das escolas públicas e particulares, matérias que tratem o tema, buscando assim conscientizar nossas crianças desde cedo, já que elas serão os adultos do amanhã. Só assim, por meio da educação, poderemos garantir um futuro que respeite não só a mulher, mas também os direitos universais do ser humano.