Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 03/10/2018
O patriarcado incrustado na sociedade desde o início dos tempos, como contam os livros de história, é algo atemporal. Até os dias atuais, em países com o Irã e o Iêmen, a mulher não tem sequer status de cidadã igual ao de um homem. A questão do assédio está fortemente vinculada com como a sociedade vê, e sempre viu, o sexo feminino.
O Datafolha aponta que 42% das mulheres relatam já ter sofrido assédio sexual. A ActionAid mostra dados ainda mais preocupantes: 86% das mulheres que participaram do estudo teriam sido assediadas. Isso denuncia o que todas as mulheres já nascem sabendo: a sociedade gira em torno dos interesses e direitos masculinos, favorecendo e protegendo seus comportamentos acima de tudo.
Se hoje a mulher pode votar, pode trabalhar, pode se divorciar de um marido abusivo, e até mesmo usar calças, é porque isso foi conquistado. Já os homens nasceram com tais direitos garantidos. Para acabar com a sociedade patriarcal, dois fatores são essenciais: a política e a educação. No campo da política, o voto deve decidir quem será capaz de tornar a igualdade de gênero real.
Assim sendo, candidatos como Bolsonaro, que afirmou à “RedeTV!”, em 2016, que “não empregaria (homens e mulheres) com o mesmo salário”, devem ser descartados. Já no âmbito da educação, deve-se acabar com a diferenciação por sexo dos estudantes: desde a pré escola, até o fim dos estudos. Ensine todos da mesma maneira, e estes crescerão se entendendo por irmãos de iguais direitos e deveres.