Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 05/10/2018
Durante a 2ª Guerra Mundial, o autor austríaco Stefan Zweig migrou para o brasil devido à perseguição nazista na Europa. Bem acolhido e deslumbrado com o potencial do novo lar, Zweig escreveu um livro cujo título é até hoje debatido: ‘‘Brasil, o país do futuro’’. Contudo, no mundo pós-moderno, quando se observa a falta de uma legislação mais rígida acerca dos casos de assédio sexual e o elevado número de mulheres que já sofreram/sofrem com tais abusos, percebe-se que essa profecia não saiu do papel.
De acordo com o sociólogo alemão Dahrendorf, anomia é uma condição social em que as normas reguladoras do comportamento das pessoas perderam sua validade. Depreende-se, portanto, que as leis brasileiras sobre abusos sexuais se tornaram um exemplo axiomático dessa anomia. Uma vez que além dos números de assédio e feminicídios só aumentarem, os responsáveis não são devidamente punidos, promovendo a banalização desse tipo de violência tão presente no Brasil.
Outra questão relevante, nessa temática, são dados da Campanha Chega de Fiu Fiu que explicitam a quantidade exacerbada de mulheres brasileiras que sofreram com essa violência sexual, mais de 80% já foram assediadas em público e, em três anos foram registrados mais de 15 mil feminicídios. Assim, uma mudança nos valores da sociedade é imprescindível para garantir às mulheres um país mais seguro.
Nesse sentido, urge que o Poder Legislativo, por meio de deputados e senadores, elabore projetos de leis que punam severamente indivíduos que violem/agridam mulheres em qualquer lugar, instaurando postos de ajuda à mulher em locais públicos de muito movimento. De resto, o próprio Senado Federal pode difundir propagandas educativas e informacionais com o fito de que a população repudie e reporte tais abusos sexuais. Dessa maneira, espera-se não só coibir o número de casos de violência sexual no Brasil, mas também progredir em direção ao país tão almejado por Zweig.