Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 06/10/2018

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal de Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à igualdade e ao bem-estar social. Conquanto, os ainda constantes casos de assédio sexual impossibilitam que parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Nesse sentido, convém analisarmos os principais fatores de tal postura negligente de nossa sociedade.

Esse crime é tão recorrente em nosso país que tornou-se comum o termo, principalmente, quando trata-se de assédio em transporte público, a famosa “encoxada”. Seria racional acreditar que em um país constituído em sua maioria por mulheres, que esse tipo de abominação não se fizesse presente. Contudo, a realidade é justamente o oposto, aonde esse contraste reflete diretamente na grande incidência e, consequentemente, também em “achar normal”. De acordo com o instituto de pesquisas Data Folha, em  uma pesquisa realizada em janeiro de 2018, cerca de 42% das mulheres brasileiras já sofreram algum tipo de assédio sexual. Diante do exposto, é notória a inadmissibilidade do revés.

Faz-se mister, ainda, salientar que o modelo de sociedade patriarcal herdado por nós dos nossos antepassados é um grave impulsionador do problema. É possível sintetizar tudo até aqui explanado através do pensamento filosófico de Herbert Spencer, grande estudioso do século XIX quando disse que: “O homem é o ápice evolutivo da raça humana”. Em vista disso, fica clara a necessidade de uma reeducação social.

Portanto, medidas se fazem necessárias para resolver o impasse. O Governo Federal, mais precisamente o Ministério da Educação, deve implementar, na grade de ensino das escolas públicas e particulares, matérias que tratem o tema de forma direta e clara, buscando assim conscientizar nossas crianças desde cedo, já que serão elas os adultos do amanhã. Só assim, por meio da educação, poderemos garantir um futuro que respeite não só a mulher, mas também os direitos universais do ser humano.