Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 16/10/2018

Consoante à segunda lei de Newton, um corpo tende a permanecer em seu estado inicial até que uma força contrária ao mesmo seja aplicada. De mesmo modo, o assédio sexual é uma vicissitude que precisa de ser refreada. No entanto, a cultura do estupro e a objetificação da mulher são fatores determinantes para que essa realidade perdure. Diante disso, fica evidente que o abuso libidinoso é uma problemática a ser enfrentada de maneira mais organizada pelo governo brasileiro.

A princípio, cabe salientar que a sociedade desenvolveu-se a partir de uma ótica patriarcalista. Consequentemente, boa parte das pessoas usam pesos e medidas diferentes para julgar indivíduos de sexos opostos. Prova disso é que, segundo a revista Super Interessante, 26% dos brasileiros entendem que mulheres de roupa curta merecem ser atacadas. Em contra partida, os homens possuem toda liberdade para vestir o que quiserem sem que sejam sexualizados. Isso posto, percebe-se que a cultura do estupro ainda está presente na sociedade.

Outrossim, conforme o jornal Folha de São Paulo, o consumo de pornografia cresceu mais de 50% nos últimos 10 anos. Em conseguinte, as pessoas passaram a enxergar umas as outras cada vez mais de maneira lasciva, aumentando  os números de violências sexuais contra mulher. Com isso, fica evidente que ver o outro apenas como objeto de desejo contribui para o aumento do abuso libidinoso.

Portanto, o Estado deve investir em campanhas publicitárias conscientizadoras, por meio dos veículos de comunicação, com depoimento de mulheres que sofreram importunação sexual, as consequências trazidas pelo assédio e os malefícios gerados pelo uso exacerbado de pornografia. Espera-se, com isso, que a cultura do estupro diminua, refreando de uma vez por todas esse problema.