Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 15/10/2018

A personagem Stela, da série Assédio, vive um drama para engravidar e acaba sendo vítima de assédio por um médico renomado, ela é estrupada, reprimida e se cala por medo. Fora da ficção, no Brasil,  várias mulheres como Stela passam pela mesma situação de interação sexual sem consentimento. Nesse contexto, cabe discutir os desafios para reduzir os índices dessa violência.

Primeiramente, sabe-se que a mulher sempre foi vista sob uma ótica inferior em relação ao homem. Além do mais, a cultura do machismo propaga o assédio, uma vez que para os homens é normal chamar uma garota de gostosa ou tocá-la sem o seu consentimento, o que têm sido uma prática constante nos transportes coletivos. Logo, essa ação precisa ser combatida em prol do bem estar da figura feminina ao pegar um ônibus público.

Não obstante, no Brasil, 86% das mulheres já foram assediadas e menos da metade tiveram coragem de denunciar por medo do agressor, sobretudo, porque quem agride é uma pessoa próxima que convive no lar da vítima, segundo pesquisas do IBGE. Nesse sentido, um dos impasses para mitigar a violência sexual ou moral contra a mulher está na falta de segurança de quem sofre à ação e se cala.

Fica evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visam à construção de um mundo melhor. Destarte, o Governo Federal deve aprimorar e investir nas formas de denuncias para o assédio no Brasil, isto é, criar centros de aconselhamento à vítimas para dar segurança a elas, no intuito das queixas serem realizadas e o opressores punidos. Desse modo, histórias como a da personagem Stela não serão banalizadas.