Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 17/10/2018
Assédio normalizado
É inegável que o Brasil possui um elevado índice de atos sexualmente ofensivos no país,reflexos de uma longa história de opressão e machismo em relação às mulheres brasileiras.De acordo com dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública(FBSP),cerca de 135 estupros são cometidos por dia no território brasileiro.Desse modo,faz-se necessária uma reavaliação sobre os desafios para reduzir os casos de assédio sexual,diante da cultura de estupro e dos tipos de assédio sofridos,cotidianamente,entre a população feminina.
É primordial ressaltar que,na Grécia antiga,a mulher servia exclusivamente para satisfazer as necessidades do homem e para conceber filhos,bem como não tinha direitos e reconhecimento na coletividade.Na época atual,as mulheres são protegidas pela Constituição.Entretanto,a discriminação contra o gênero feminino faz-se presente diante de comentários e ações machistas como receber cantadas e piadas evasivas de desconhecidos nas ruas,ser julgada pelo estilo de roupa e não poder andar sozinha dependendo do horário.Além disso,o Brasil possui uma cultura de estupro,que normaliza o assédio,devido as atitudes sociais da vítima.Assim sendo,a vítima é induzida a relacionar seus hábitos,vestimentas e atividades como responsáveis pelo abuso sofrido.
Nesse contexto,outro grave ponto indicado pelo FBSP demostra que 51% dos abusos são cometidos com meninas menores de 13 anos.Há indícios de que grande parte dos assédios contra adolescentes e crianças são praticados por familiares e amigos da vítima.Todavia,os assédios em locais públicos também são frequentes,assim como relatos de assobios,comentários de cunho sexual e contatos agressivos estão entre os tipos de assédios relatados cotidianamente entre as mulheres brasileiras.Contudo, é preciso admitir que existem constrangimentos em ambientes de trabalho em relação ás cantadas,perseguições e convites sexuais de chefes e colegas.
Torna-se evidente,portanto,que o assédio sexual caracteriza-se como um ato frequente e ultrapassado,direcionado ao gênero feminino.Desse modo,é função do Ministério do Trabalho oprimir e punir casos de abusos emocionais e físicos em ambientes de trabalho.Para isso,deve criar campanhas informativas sobre o assunto e promover meios de comunicação para denúncias online,que possam ser investigadas e punidas de acordo com a lei.Além disso, o Estado deve criar projetos midiáticos,para conscientizar a população brasileira sobre os assédios e suas consequências.Bem como condenar atos e comentários de cunho sexual contra mulheres.Ademais,as vítimas devem ser amparadas com acompanhamento médico e familiar,para atenuar os efeitos ocasionados pelo trauma do abuso.