Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 20/10/2018

O assédio sexual ainda é um problema atual, tendo sua origem na Idade Média, onde prevalecia a superioridade masculina sobre a feminina, em que a mulher era vista como objeto para satisfazer suas vontades sexuais. Desse modo, essa objetificação propiciou o desenvolvimento de uma cultura que não valoriza as mulheres da devida forma, fazendo com que ainda hoje, no século XXI, sofram com o pensamento retrógrado e machista que resultam em importunações nas ruas, abordagens inadequadas de cunho ofensivo, o que caracteriza bem essa problemática.

Em primeira análise, cabe pontuar que esse infortúnio não é paquera, nem elogio. É uma manifestação grosseira, independente da vontade da pessoa a quem é dirigida e que pode ser configurado como crime. O assédio gera constrangimento, impactos psicológicos, como insônia, depressão e transtornos alimentares, seja com aumento ou perda de peso.

Ademais, cabe frisar que em 2014, a ONG Think Olga, criada em 2013, com o objetivo de empoderar mulheres por meio de informação, iniciou a campanha “chega de fiu fiu”, onde seu argumento principal é que as cantadas de rua não são elogios, mas formas de intimidação. Segundo o Datafolha de 2017, 42% das mulheres entrevistadas já sofreram algum tipo de assédio. Nesse contexto, apesar da Lei 1205 proteger vítimas de crime como esse, muitas deixam de denunciar, seja por se sentirem culpadas diante do ocorrido ou por estarem sob ameaças do agressor, o que dificulta o retardo desses abusos.

Torna-se evidente, portanto, que medidas são necessárias para erradicar a prática de abuso sexual. Logo, cabe aos poderes legislativo e judiciário criar novas leis ainda mais eficazes, como a 1205, que visem à proteção das vítimas, tornando as punições mais severas, estimulando a denúncia contra esses casos.

Uma solução viável, também, é que o ministério de educação deve impor nas escolas, maior ênfase na disciplina de sociologia e palestras, para que os jovens entendam melhor as relações do machismo social, o qual tem o abuso sexual como uma de suas consequências. Apenas quando a base social sofrer grandes mudanças, os pensamentos retrógrados serão modificados.