Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 24/10/2018

Segundo Zigmunt Bauman, em sua concepção de ‘‘modernidade interligada’’, o homem é responsável pelo outro seja de modo explícito ou não. Devido ao mundo globalizado, tudo que alguém faz causa impacto na vida do outro. Desse modo, tem sido evidente o descaso social e político sobre as condutas de assedio sexual.Nesse âmbito, é importante efetivar abordagens  e diligencias pelo fim da impertinencia sexual.

Em primeiro plano, vale ressaltar que desde as eras primordiais, as mulheres eram vista como submissa ao homem, sendo que essas por muito séculos não tinham direitos sociais iguais ao sexo oposto. No entanto, com o inicio da Revolução Industrial, as mulheres começaram a adentram ao mercado de trabalho, só que ainda assim, sofrendo abusos sexuais e exclusão. Sendo assim, ainda existe uma sociedade construída pelo machismo arraigado, na qual a cultura do estupro se faz parte da normalidade.

Nesse viés, grande porcentagem das vítimas que sofrem abuso sexual, se sentem culpadas e mudam sua rotina, por conta do medo e contrição. Dessarte, pesquisas realizadas pela a Data Folha mostram que 42% denunciam ter sofrido abuso sexual. Entretanto, o fato é que na maioria das vezes a vítima não relata, sendo dificulto abordar os coautores das insanidades. Ademais, o assédio chega a ser entendido como algo natural do homem, na qual esse tenta mostrar a masculinidade, por meio de um crime banalizado.

Em suma, cabe aos indivíduos ir em busca de uma sociedade ideal na qual esteja a fim de sanar a naturalidade em se ter assédios sexuais. Com isso, urge que o Poder Executivo, junto a ouvidorias publicas, hajam na efetivação de leis que sejam severas e punitivas aos coautores de impertinencia, uma vez que por meio de denuncias anônimas da vitima e após a ação legal, já que faltam punições e evidencias sobre criminosos que praticam essas ações, que dificulta a apreensão, sendo essas com o fito de escassear os casos perseguição sexual.