Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 30/11/2018
O assédio sexual contra a mulher é um fato tanto extremo, quanto cotidiano no Brasil, no qual elas perdem a autonomia dos seus corpos e são objetificadas. A origem de tal fenômeno remete ao processo colonizador do país e a formação do Brasil, é sob está questão que se apresentam os desafios atuais no combate a essa violência, que é a impunidade dada pela sociedade brasileira e a opressão machista.
Desse modo, a história de formação do Brasil é advinda de Portugal, um país que surgiu através da religiosidade católica e de costumes herdados dos povos islâmicos, como atesta Gilberto Freyre, no livro Casa Grande e Senzala. O patriarcalismo cristão unido a submissão da mulher embasada na Sharia, irão gerar homens brutalizados em relação as damas e o domínio do corpo delas por eles, seja na coação física ou psicológica.
Sendo assim, esses motivos levaram, na atualidade, a normalidade no tratamento do assédio. Fatos como achar que a mulher gosta de manifestações obscenas em público, contribuem para a continuidade dos comportamentos misóginos, e tal teoria se mostra infundada, quando uma pesquisa realizada pela campanha “Chega de Fiu Fiu” mostrou que 83% das mulheres não gostam de receber cantadas na rua.
Além do mais, na sociedade machista o discurso de culpabilização da vítima pela violência sofrida por ela é algo normalizado. Quando uma jovem possui fotos íntimas publicadas na internet é comum a manifestação de pessoas que alegam o motivo desse crime ter sido gerado pela moça que sofreu tamanha violação. Atestam o fato simplório de que se a indivídua não tivesse enviado fotos do seu corpo o crime não teria ocorrido. Essa é um caráter muito claro na população brasileira formada por vias misóginas, culpar a vítima para evitar discutir a violência e manter as mulheres submissas.
É necessário, portanto, agir de dois modos para mitigar a violência sexual contra as mulheres: primeiramente, é fundamental que o Poder Legislativo endureça as penas para esses tipos de atos, ajudando assim a diminuir os casos de assédio e minar as suas consequências perante a sociedade. Em segundo lugar, deve ser criado, pelo Ministério da Educação, um programa nacional de valorização da mulher nas escolas, no qual seja tratado o problema do machismo em sala de aula, para que crianças aprendam desde pequenos a tratar as damas de modo respeitoso e ajude também a reduzir a misoginia instalada na população. Tudo isso é de extrema importância para a formação de um país mais justo e igualitário.